sábado, 18 de fevereiro de 2012

Anacleto Ramos vai para feira na USP


O projeto da escola Anacleto Ramos está inscrito na Febrace com o número 395

A escola municipal Anacleto Ramos foi selecionada, pelo segundo ano consecutivo, para participar da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia promovida pela Universidade de São Paulo (USP), que é reconhecida como a maior do Brasil. De 12 a 17 de março, os estudantes Haysian Silvestre Costa, Letícia Gaspar Louzada e Thales Colombiano Louzada Moreira vão a São Paulo apresentar o trabalho Frigocar.
O projeto é uma espécie de frigobar para automóveis, com foco na sustentabilidade, capaz de gelar duas latinhas de 350 ml. Para desenvolvê-lo, os alunos reaproveitaram materiais encontrados em um Ferro Velho. Apenas as pastilhas peltier, para a refrigeração, e as dobradiças eram novas e custaram cerca de R$ 40 na época.
Este é o segundo ano consecutivo que a escola Anacleto Ramos participa da Febrace. No ano passado, um outro trabalho de Letícia e de Haysian – o Eco Frio – também foi selecionado para o evento, onde fez sucesso. Ele foi o sexto projeto mais votado pelo voto popular. Além de irem a São Paulo, os estudantes o apresentaram, meses mais tarde, na Feira de Ciência, Cultura e Inovação Tecnológica do Mercosul, em Posadas, na Argentina.
Neste ano, os três tiveram que sair da escola para continuar os estudos no ensino médio. No entanto, confirmaram que irão representar o Anacleto Ramos na feira, uma vez que o projeto foi desenvolvido quando ainda estudavam lá. “Foi fruto de muitas pesquisas e muito estudo também porque para pensar em um projeto assim não podemos ficar esperando que surja do nada. O segredo é estudar e pesquisar muito”, conta Letícia.

Novas conquistas
As conquistas dos estudantes, até então, tinham sido inéditas na rede municipal de Cachoeiro de Itapemirim. Segundo o gestor do Anacleto Ramos, Kessen Luiz Ferreira, todos os anos são apresentados uma média de 15 mil trabalhos em mostras de ciências no Brasil. Desses, 1.400 são inscritos na Febrace e, apenas, cerca de 300 são selecionados como finalistas.
“Em todo o estado do Espírito Santo, temos apenas cinco trabalhos inscritos. Um é de uma escola estadual de ensino fundamental e médio. Três outros são do Ifes. Só o da nossa escola foi feito por alunos do ensino fundamental. Estamos comemorando esse diferencial”, disse o gestor, que também vai estar na Febrace, junto com as professoras Polyana Borges de Oliveira Costa, orientadora dos estudantes, e Yerecê Regina Medeiros, coorientadora.

Todas as despesas pagas pela prefeitura
A Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim apoia a participação dos alunos da rede municipal em eventos como a Febrace e tem custeado todas as despesas de viagem dos alunos para que eles possam participar das feiras para as quais são selecionados. Segundo a secretária municipal de Educação, os resultados são fruto do investimento do município na área de educação.
“É o resultado de um trabalho com foco na qualidade do ensino, que vem sendo construído ao longo dos últimos três anos, com compromisso na qualidade de ensino. Isso motiva os demais estudantes da rede e é muito bom saber que alunos de escolas públicas estão representando o estado e o município de Cachoeiro na feira”.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Incentivo: inscrições abertas


As INSCRIÇÕES para o Projeto Cultural de Incentivo a Cultura - Lei Rubem
Braga - Edição 2012, encontram-se abertas desde o dia 16/01/2012,
encerrando-se em 02/03/12.
O prazo para a entrega dos PROJETOS vai até o dia 30/03/2012, lembrando
que quem não fizer a inscrição prévia, não poderá entregar projeto.
Enviamos em anexo o "Formulário de Inscrição" e o Edital com as
informações necessárias para inscrição e preenchimento.
Não deixe de participar de mais esta oportunidade,ressaltando que neste ano
serão R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais) a serem distribuidos
para as mais diversas áreas culturais, conforme estabelecido no Edital.

Obs:
Em caso de dúvidas, favor manter contato com Thomas ou Ivanélia pelos
telefones: 3155-5334 / 3155-5221 / 9991-3815.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O efeito “borboleta”


"A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita”, Mahatma Gandhi.

por Roney Moraes*

Berço cultural de inegável importância para o país, Cachoeiro de Itapemirim (ES), que se tornou a cidade da crônica, viu nascer grandes nomes da cultura nacional, como o cronista Rubem Braga. E para homenagear e manter viva a memória do aclamado “pai” da crônica moderna, o maior evento cultural do sul do Espírito Santo: a Bienal Rubem Braga novamente vem batendo suas asas, e, desde já, causando efeitos favoráveis para sua realização.
Para quem acompanhou de perto todas as edições da Bienal Rubem Braga, esta não será diferente. Enquanto que nas duas primeiras trabalhei diretamente para sua realização, com textos e assessoria de imprensa. Na última, meio que de escanteio, peguei carona na imaginação e permaneci como num casulo, mas ainda assim abastecendo o blog www.bragaebraga.blogspot.com com rasantes de informações atualizadas. Como o tema escolhido para a atual edição, digo que do escuro e do que pouco prometia é que saíram informações e contatos para alguns visitantes que até hoje conversam comigo via e-mail. Ou seja, do feio saiu a beleza.
Apresentando a “borboleta” como temática, a IV Bienal Rubem Braga já causou o seu efeito. Entusiasta que sou não poderia deixar de colaborar. Acompanhada do mascote Zig, esta Bienal será inspirada na crônica “A Borboleta Amarela” escrita em 1955.
Com o objetivo de atingir todos os segmentos da sociedade, em particular as crianças, os adolescentes e os jovens, através das instituições de ensino públicos e privados, o evento reserva aos participantes uma extensa programação cultural, colocando frente-a-frente com o público grandes nomes da arte e cultura. Toda a programação acontecerá na Praça Jerônimo Monteiro, como na edição anterior, de 15 a 20 de maio.
A bienal, em momentos anteriores, já recebeu alguns desses gigantes do universo acadêmico, da literatura, teatro, filosofia e poesia nacional como Affonso Romano de Sant'Anna, Tônia Carrero, Viviane Mosé, Ferreira Gullar, Antônio Nóbrega, Elisa Lucinda, Marco Antônio de Carvalho, Isabel Lustosa, Domício Proença Filho, Antônio Carlos Secchin, Ivan Junqueira, Roberto Da Matta, Beatriz Resende, Adriano Espínola, entre outros.

Do ponto de vista simbólico
O tema simbólico: “borboleta” reflete a transformação, metamorfose, metanóia (num sentido mais profundo de mudança). O que estamos fazendo para divulgar a cultura em nosso município e assim transformar a vida de inúmeros adolescentes que sequer têm interesse pela leitura, dita popular, que para a maioria deles é erudita?
Poderíamos parar e utilizar a bienal para nos questionarmos quanto à mudança em nós mesmos. Neste momento, escrevendo este texto penso nisso. O surgimento de um novo aspecto em mim mesmo que pode melhorar a minha imagem. Então imaginemos juntos! Escritor e leitor.
Encontrar o fator primordial dessa mudança não é assim tão simples, mas já sabemos o resultado. A recompensa é grande e a contribuição para a formação de jovens pensantes apenas com um simples ato de começar a pensar no assunto ou ler uma crônica é inegável. A lagarta sofre. Toda mudança causa sofrimento, mas, a partir daí que o “milagre” acontece. O próprio ser transformado deve quebrar as barreiras que impedem o seu resplendor. Arrebentar o casulo com as asas as torna fortes o suficiente para voar e sobreviver as tempestades que encontrará no percurso de sua vida.
De um prisma humano, diria que se tornar borboleta é buscar a resiliência (termo da física que significa a capacidade de superação, tirando proveito dos sofrimentos, inerentes às dificuldades). É disso que o povo, os adolescentes e as crianças de hoje precisam. Que esta bienal rompa as barreiras da erudição e faça os mais humildes perceberem que o texto de Rubem Braga foi, é e sempre será popular, apesar de seu sincronismo entre o cotidiano, a literatura e o viés poético.
Ela é sincrônica no sentido de que traduz uma simultaneidade, ou uma síntese não só atemporal, como espacial. A crônica não está mais ligada apenas aos fatos do cotidiano. Por exemplo, Luiz Fernando Veríssimo de repente fala do século IXX e não está mais ligado a um só espaço ou a uma cidade, mas a vários lugares.
Antes, a crônica era considerada um gênero produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa. É claro, com raras excessões antológicas. Hoje, especialistas concordam que ela é plural porque tem várias formas, apesar de perseguir aqueles modelos estabelecidos por Machado de Assis, Rubem Braga, Carlos Drumond Andrade e outros. Por isso, sem querer deixar o Zig com água na boca, escrever crônicas, para muitos, são os ossos do ofício.

* Roney Moraes é jornalista, teólogo, mestre em Filosofia da Religião, psicanalista clínico, doutorando em Psicologia Pastoral e cronista.

Contatos
Blog: www.danosmoraes.blogspot.com
e-mail: roneyamoraes@gmail.com
Twitter: @roneyamoraes
Faceboock: Roney Moraes

Público da Bienal em expectativa


A participação do público marcou a terceira edição da Bienal Rubem Braga, realizada entre os dias 7 e 13 de julho de 2010, em Cachoeiro de Itapemirim. As atividades desenvolvidas na praça Jerônimo Monteiro, durante os sete dias da feira literária, atraíram 85.738 pessoas.
Para este ano, a Secretaria Municipal de Cultura (Secult) já se movimenta para fechar a programação da IV Bienal que será de 15 a 20 de maio em Cachoeiro, terra do cronista mais famoso do Brasil.
O último evento cumpriu seu objetivo de estimular a leitura entre o público infanto-juvenil. Mais de 10 mil crianças e adolescentes, estudantes de escolas públicas e particulares, participaram ativamente das atividades lúdicas e de contação de histórias – entre outras associadas à literatura – realizadas na Arena Zig Braga e no auditório Marco Antônio de Carvalho. Pela biblioteca móvel da Itapemirim passaram 6,8 mil estudantes.
O público também prestigiou os debates sobre literatura promovidos por escritores novos e consagrados, músicos e roteiristas. Cerca de 760 pessoas compareceram às cinco mesas-redondas da bienal. Atraiu mais gente a que contou com a participação do poeta e músico Arnaldo Antunes, debatendo literatura e música.
Com as cinco oficinas oferecidas no evento, 249 pessoas aprenderam mais sobre a literatura. Destaque para a que trabalhou a relação da arte literária com o hip hop. Ministrada pelo rapper J3, ela atraiu 75 participantes.
Os shows de porte nacional no palco Rubem Braga, montado no meio da rua, contaram com a presença de cerca de 27 mil pessoas. A apresentação do cantor, compositor e violonista Toquinho atraiu aproximadamente 15 mil fãs para a praça Jerônimo Monteiro, segundo estimativas da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

sábado, 5 de junho de 2010

Confira os dias e horários das oficinas


As oficinas serão ofertadas na sala Levino Fanzeres,dentro do Palácio Bernadino Monteiro, de terça (8) a sábado (12). São 30 vagas para cada tema. A de poesia será ministrada por Carlos Eduardo Guimarães, na terça-feira (8) e em dois horários: de 8h às 12h e de 14h às 18h. Caê, como é conhecido, é jornalista e autor de vários livros. Atualmente, escreve para uma coluna, publicada quinzenalmente no jornal A Gazeta.

Na quarta-feira (9) será a vez de Orlando Lopes falar sobre blogs literários. Orlando é autor de livros de poesia e também do blog Indústria Têxtil. O horário dessa oficina é de 8h às 12h e de 14h às 18h.

A capixaba Virgínia Jorge será a responsável por ensinar roteiro de cinema para os participantes. Ela é formada em publicidade e já trabalhou na produção e direção de vários filmes. Destaque para o curta-metragem “No princípio era o verbo”, lançado em 2005. Essa oficina será ofertada quinta-feira (10), de 8h às 12h e de 14h às 18h.

O cantor Jair Miranda Neto, o J3, vai abordar música e literatura, na sexta-feira (11), na oficina de literatura e hip-hop. Essa oficina será oferecida no mesmo horário das anteriores – de 8h às 12h e de 14h às 18. J3 tem dois discos lançados e prepara uma turnê pela Europa em 2010.

Para finalizar a maratona de oficinas, a carioca Maria Paccelle vai enfocar o tema arte e educação, no sábado (12), de 8h às 9h40 e de 10h20 às 11h20. Paccelle utiliza a ciência e a psicologia para ensinar música para seus alunos.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Arnaldo Antunes vem debater música e literatura



Questões importantes sobre a literatura na contemporaneidade estarão em discussão na III Bienal Rubem Braga, de Cachoeiro de Itapemirim. O público participante terá a chance de interagir com expoentes da arte literária nacional, como Moacyr Scliar e Arnaldo Antunes, em mesas-redondas que fazem parte de cinco dos sete dias do evento, que começa nesta segunda-feira (07).

Na primeira mesa, na terça-feira (8), as discussões serão sobre o tema “O mercado cultural, as novas mídias e a literatura”. O ator Michel Melamed, notório "provocador" durante o período que apresentou o programa Re[corte]Cultural (TVE), vai mediar a conversa entre os escritores Daniel Galera e Santiago Nazarian. A realidade do mercado editorial, com ênfase nos novos escritores, e publicações na internet são alguns dos pontos a serem abordados.

A literatura infantil será discutida na quarta-feira (09), com a participação do autor capixaba Pedro Nunes e de Flávio de Souza, criador e roteirista de programas televisivos de sucesso, como Castelo Rá-Tim-Bum(TV Cultura). A moderação da mesa será feita pela contadora de histórias Benita Prieto, do grupo Morandubetá.

As interseções da arte literária com o cinema serão abordadas na quinta-feira (10), na mesa que reúne a publicitária Virginia Jorge, a pesquisadora Bernadete Lyra e Fernando Bonassi, roteirista com participação nos filmes Cazuza e Carandiru.

Moacyr Scliar fala sobre crônica na terra de Rubem Braga Gênero literário que consagrou o escritor cachoeirense Rubem Braga, a crônica não poderia ficar de fora das reflexões acerca da literatura. A mesa de sexta-feira (11) vai tratar do assunto e contar com a participação especial do cronista Moacyr Scliar, que foi amigo de Rubem.

“Na minha participação, a crônica será analisada como um gênero literário eminentemente brasileiro e que representa um traço de união entre literatura e jornalismo”, antecipa o escritor. A cronista e jornalista capixaba Ana Laura Nahas e o linguista Santinho Ferreira de Souza completam a mesa.

A relação entre literatura e música vai ser analisada no sábado (12), pelo músico e poeta Arnaldo Antunes (ex-Titãs), pelo músico Juliano Gauche e pelo jornalista José Roberto Santos Neves, autor de livros sobre música e primeiro biógrafo da cantora Maysa.

“Em pauta, vão estar a relação entre música e poesia, a arte de transformar versos em melodia, a tradição romântica do cancioneiro nacional, as diferentes culturas que formaram a identidade do brasileiro, e a análise dos principais artistas cuja obra dialoga com o universo literário e musical”, conta José Roberto Santos Neves, moderador da mesa.

Todas as mesas-redondas serão realizadas no auditório que leva o nome de Marco Antônio de Carvalho, escritor cachoeirense e autor do livro “Rubem Braga: um cigano fazendeiro do ar”, biografia do maior cronista da língua portuguesa.

A III Bienal Rubem Braga é uma realização da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Arte e Cultura e conta com o apoio da Câmara Capixaba do Livro, da Secretaria de Estado da Cultura e da Secretaria Municipal de Educação.

Programação das mesas-redondas da III Bienal Rubem Braga

Local: Auditório Marco Antônio de Carvalho, na praça Jerônimo Monteiro,Centro.

Terça-feira (08)
Mesa 1: O Mercado Cultural, as Novas Mídias e a Literatura 19h às 21h30
Michel Melamed (RJ) (Moderador): ator de teatro e autor da Trilogia Brasileira, formada pelos espetáculos Regurgitofagia, Dinheiro Grátis e Homemúsica. Em 2009, foi intérprete do personagem Bentinho, da minissérie Capitu (Rede Globo). Apresentador do televisivo Re[corte] Cultural (TVE Brasil), no qual propunha a construção de uma televisão artística,criativa e experimental.
Daniel Galera (RS): autor dos romances “Cordilheira”, “Mãos de Cavalo” e “Até o dia em que o Cão Morreu” e da antologia de contos “Dentes Guardados”. Traduziu obras de Irvine Welsh, Zadie Smith, Jonathan Safran Foer e Hunter S. Thompson, entre outros. Foi editor do selo literário Livros do Mal e colunista do fanzine por e-mail Cardosonline.
Santiago Nazarian (SP): escritor, tradutor e roteirista, tem contos publicados em diversas antologias. Foi um dos destaques da primeira Festa Literária Internacional de Parati (Flip). Edita o blog Jardim Bizarro.

Quarta-feira (09)
Mesa 2: A Criança, O Jovem e a Literatura Infantil 19h às 21h30
Benita Prieto (RJ) (Moderadora): Contadora de histórias do Grupo Morandubetá, com mais de duas mil apresentações por todo o Brasil e países como Espanha, Portugal, Uruguai, Colômbia, Venezuela, Cuba, Argentina e Moçambique. Promoveu o primeiro Simpósio Internacional de Contadores de Histórias, em 2002. Tem três livros publicados: As "armas" penadas (1999), Te cuento para que cuentes (2007), Histórias das Terras Daqui e de Lá:
Medo (2007). Ganhou, em 2007, o prêmio Cont´Arte em Cuba por sua trajetória como narradora oral e produtora.
Flávio de Souza (SP): Tradutor de histórias em quadrinhos, ilustrador, ator (de teatro, filmes de publicidade, cinema e televisão) e diretor de teatro e cinema. É autor de livros (Que História é essa?), peças de teatro(Fica Comigo Esta Noite), letras de música, roteiros de cinema (Xuxa em Abracadabra). Criou e roteirizou programas de televisão de sucesso, como o infantil Castelo Rá-Tim-Bum (TV Cultura) e o humorístico Sai de Baixo(Rede Globo).
Pedro Nunes (ES): autor dos romances Aninhanha e Menino (prêmio Virgínia Tamanini) e do volume de contos Vilarejo e outras histórias. Em 2009,ganhou o Prêmio Secult de Literatura Infanto-juvenil por A pulga e o jesuíta. Proferiu inúmeras palestras sobre literatura em Vitória e no interior do Estado.

Quinta-feira (10)
Mesa 3: Literatura e Cinema 19h às 21h30
Virginia Jorge (ES) (Moderadora): publicitária, trabalhou como diretora, assistente de direção, continuísta e produtora de curtas e longas metragens em Vitória, Rio de Janeiro e Salvador. Participou das filmagens de “Dois Perdidos Numa Noite Suja”, de José Jofilly, e “Apolônio Brasil, O Campeão da Alegria”, de Hugo Carvana. Atualmente, cursa mestrado em Comunicação e Cultura Contemporâneas, na linha de Análise Fílmica.
Bernadete Lyra (ES): autora de livros e artigos sobre cinema e audiovisual, bem como de livros de ficção premiados, com publicações no Brasil e no exterior. É doutora em Cinema pela Universidade de São Paulo, pela USP, e pós-doutora na Université René Descartes/ Sorbonne (Paris V ). Fundadora e atual membro do Conselho Científico da Sociedade Brasileira de Pesquisadores de Cinema e Audiovisual (Socine). Coordena o GT Cinema,Fotografia e Video da Associação de Programas de Pós-Graduação em
Comunicação (Compós).
Fernando Bonassi (SP): escritor, roteirista, dramaturgo e cineasta. Autor de vários livros e textos que ganharam adaptação para o teatro. No cinema,é coautor dos roteiros de “Cazuza - O Tempo Não Pára” e “Carandiru”. Seu curta-metragem “O Trabalho dos Homens” recebeu o prêmio de melhor roteiro no Festival de Cinema do Ceará e no Rio Cine Festival, além dos prêmios de melhor roteiro, melhor direção e melhor filme no Festival de Gramado.
Bonassi também atua como colunista do jornal Folha de S. Paulo. Atualmente, integra o quadro de roteiristas contratados da Rede Globo,onde desenvolve projetos em parceria com o escritor Marçal Aquino.

Sexta-feira (11)
Mesa 4: Crônica e Literatura 19h às 21h30
Santinho Ferreira de Souza (ES) (Moderador): pesquisador e professor-doutor de Linguística e de Língua Portuguesa na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), desde 1975. Desenvolve seus estudos em duas vertentes que se conjugam: a produção escrita escolar e a produção em leitura, especialmente nesta última, tendo como foco a formação de leitores. Coordena o programa de extensão RELer&fazer (Rede de
Experiências em Leitura).
Moacyr Scliar (RS): um dos cronistas brasileiros com mais vasta e premiada bibliografia, em que se destaca o prêmio internacional Casa de las Américas. Médico, ele estreou na literatura com “Histórias de um médico em formação”. Escreve regularmente para alguns dos principais jornais do país.
Ana Laura Nahas (ES): cronista do Caderno 2 do jornal A Gazeta, blogueira do portal Gazeta Online, além de editora de Domingo e Produção Multimídia da Rede Gazeta.

Sábado (12)
Mesa 5: Literatura e Música 14h30 às 17h
José Roberto Santos Neves (ES) (Moderador): Jornalista, autor dos livros Maysa (2005), a primeira biografia da cantora Maysa, e de “A MPB de conversa em conversa”, que reúne 40 entrevistas realizadas pelo autor com grandes nomes da música popular brasileira, entre 1995 e 2005, para o jornal A Gazeta, onde exerce atualmente a função de editor do Caderno Dois.
Arnaldo Antunes (SP): músico, compositor, escritor e poeta, autor de vários artigos, poemas e livros, sendo o mais recente “n.d.a”, lançado este ano. Ex-integrante dos Titãs, compôs algumas das canções de maior sucesso da banda, como O Pulso e Não vou me adaptar. Participou do projeto Tribalistas, ao lado de Marisa Monte e Carlinhos Brown.
Juliano Gauche (ES): Letrista e vocalista da banda Solana e intérprete do disco “Hoje Não”, que reúne canções de Sérgio Sampaio, compositor cachoeirense. Lançou três livros com seus poemas: Amém (1999), A Morte de Deus (2001) e Além de Todo Gesto (2009).

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Roteirista da Rede Globo vem falar de cinema


Cachoeiro de Itapemirim vai receber um dos mais importantes nomes do cinema brasileiro atual. O roteirista e escritor Fernando Bonassi estará na cidade, na próxima quinta-feira (10), para participar da III Bienal Rubem Braga. Ele vai falar sobre literatura e cinema.
Bonassi é autor de livros infanto-juvenis, de peças de teatro, roteirista de cinema e de TV. Tem em seu currículo participação em filmes como Carandiru, Cazuza e Lula – o filho do Brasil. Entre os seus trabalhos mais conhecidos pelo público estão os programas de TV com os quais contribuiu como Castelo Ra-Tim-Bum, da TV Cultura, e Força Tarefa, da TV Globo.
Na Bienal, Bonassi vai participar da “Mesa 3: Literatura e Cinema”. Ele vai abordar a relação entre o público e a indústria cultural. Também participa da discussão a escritora capixaba, professora e doutora em cinema pela Escola de Comunicação e Arte da Universidade de São Paulo, Bernadette Lyra. A mediação será feita por Virgínia Jorge.
A III Bienal Rubem Braga é uma realização da prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, por meio das secretarias municipais de Arte e Cultura e de Educação,em parceria com a Câmara Capixaba do Livro, com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Será realizada de 7 a 13 de junho, na praça Jerônimo Monteiro, Centro.
Confira entrevista com Fernando Bonassi na qual ele fala sobre Rubem Braga, novas mídias e cinema.

Você é escritor e cineasta. A literatura e o cinema são duas artes afins? Por quê?
Acho que são afins porque o cinema ainda depende um pouco da literatura para construir a história. A maneira de se construir a história no cinema ainda guarda muita relação com a literatura: a forma como concebemos e construímos a narrativa é semelhante. Tanto cinematograficamente quanto literariamente é a mesma.

Estamos vivendo uma época em que o acesso à arte está muito facilitado pela rapidez de reprodução e pelo acesso aos equipamentos para a produção de vários gêneros. Mas os livros fogem a essa regra. Hoje, é mais fácil arrumar uma câmera ou celular com filmadora do que determinados títulos literários, especialmente em cidades de pequeno porte. Como é possível assegurar uma produção com quantidade e qualidade em um país que não lê?
Primeiro, é preciso lidar com alguns fatos novos. As pessoas não se tornarão leitoras como as gerações passadas foram. Elas vão ter uma outra relação com os livros, que vão acabar desaparecendo. No futuro, a leitura será em computadores. Até porque é inconcebível cortar árvores para fazer livros. Então, eu olho para esses equipamentos com bons olhos. Se não fosse a internet, não conheceríamos uma série de bons escritores por meio de seus blogs. Eu sei que, no Brasil, há uma preguiça de cada um em ler, mas também há uma série de impedimentos que não ajudam. Para que se leia mais, é preciso ter livros mais baratos, maior interesse do estado e da mídia para incentivar a leitura.

Nos seus textos, as palavras vão se transformando mentalmente em imagens à medida que vamos lendo a história, sem que para isso tenhamos que fazer grande esforço. Em segundos, o leitor se transforma em uma espécie de espectador da narrativa. Essa é uma característica do cineasta que se mostra no escritor?
Eu acho que é isso e mais alguma coisa. Eu penso muito visualmente e tenho nisso talvez a melhor descrição do meu estilo. Mas ele também é filho de um cara do século XX, que desconfia de qualquer melodrama, dos juízos pré-determinados.

–Nosso Rubem Braga, que deu o nome à Bienal, geralmente escrevia textos que também eram facilmente transformados em imagens pelos seus leitores. Suas crônicas eram extratos do cotidiano, da vida comum, que alcançavam certo lirismo sob sua ótica. Você acha que esse tipo de texto ajuda a popularizar a literatura e prende mais o leitor à história?
Sempre. Sou fã do trabalho que Rubem Braga fez na guerra, desse olhar mais distante. O trabalho dele de guerra é maravilhoso e ajuda a entender o Brasil daquela época. Aliás, acho que a crônica perdeu seu poder por causa da falta de coragem dos cronistas de hoje. Acho que vivemos um momento de servilismo ao mercado. Os assuntos abordados não refletem o que o país está vivendo e a crônica sofre.

Hoje vivemos em um mundo em que o apelo à imagem é muito forte. Como fazer as crianças se interessarem pela leitura, pela palavra escrita?
A única forma de acontecer é não demonizar as outras coisas. E, depois, dar condições profissionais aos professores de ensinar com o cuidado devido. Uma professora que tive na ditadura me deu um livro de Machado de Assis para ler aos 12 anos e durante vários anos falei mal desse escritor. Depois, uma outra professora me mostrou o quanto ele era louco e genial. Parte do desapego que temos à literatura parte do fato de que a literatura é mal tratada na escola porque os professores são mal tratados no que tange aos salários.